sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Nevando em Knoxville!



Por Daniel Silva - Montes Claros/MG


Saraiva ou neve forte! Dizia a previsão do tempo desta manhã, o que fez com que todos nós (Jovens Líderes) nos empacotássemos antes da primeira aula do dia: A Constituição dos Estados Unidos com o Doutor Mercer. A aula, guiada por duas perguntas básicas que visavam a responder o porquê da Constituição e o que ela faz, fez com que viajássemos no tempo e sentíssemos a história bem de perto, acontecendo em nossa frente. A segunda aula foi com o Professor Accawi, um imigrante libanês de um carisma e simpatia ímpar, este por sua vez, conduziu-nos um assunto interessantíssimo, o “Bill of the Rights”.



Após a sessão matinal, fomos para o intervalo e mais uma vez pudemos apreciar o lugar mais movimentado desta Universidade, além da biblioteca, o “Rocky Top Cafe”, onde podemos encontrar as comidas mais diversas (deliciosas ou bizarras), e as pessoas que, embora majoritariamente americanas, há um pouquinho de gente de cada canto do mundo; nós brasileiros dominamos o pedaço e vamos deixando rastros de nossa cultura por onde passamos.



Por falar em nossa cultura... sinto-me na obrigação de lhes contar uma história que há seis dias nos causa muita graça. A história é da Júlia Leão, mas como ela não teve coragem de reportá-la, deixem-me delatar.

Durante os três dias de pré-partida em Brasília-DF, dentro da programação tivemos um momento com as responsáveis pelo programa reservado ao aprendizado cultural. Assim, mais conscientes da cultura norte-americana, aprendemos a respeitar o espaço de que os americanos necessitam, deixando de ser “tacky” (pegajosos). Logo, cumprimentos de apresentação são sempre formais, e um aperto de mão é o ideal.

Partimos para o aeroporto e embarcamos nessa experiência! Chegando a Atlanta, após 8h de espera por uma conexão, finalmente... KNOXVILLE!

No desembarque encontramos aquela que seria responsável por estas 20 crianças perdidas nos EUA, e quando ela disse: “Oi, eu sou Shannan Williams e estarei acompanhando vocês neste programa”, imaginem qual foi a reação da nossa querida Julinha ainda confusa com o fuso horário? Abrir os braços como a Kate Winslet no filme “Titanic” e rumar a Shannan que até então nem mesmo sabia os nossos nomes, e fez uma cara de pânico como na foto abaixo:

                           Júlia Leão (esquerda) e Daniel Silva (direita) - Simulação Júlia e Shannan.

                                                                  Shannan e Júlia

O pior de tudo é que a Júlia percebeu no meio do caminho o que ela estava fazendo e veio uma voz da Vera Galante, que ministrou o diálogo cultural dizendo: “No kissing! No hugging! Just shake hands!!”. Então duas foram as caras de pânico neste momento em que ocorreu o denominado de “abraço malsucedido”! haha O nosso primeiro dos muitos choques culturais desde a nossa chegada.

Retornando ao nosso dia de hoje, à tarde fomos magicamente pegos por uma chuvinha que trazia neve e mais tarde só neve! Ruas, carros, casas... tudo encoberto por aquela coisinha branca que era uma arma em nossas mãos: GUERRA DE NEVE! Não perderíamos a oportunidade, obviamente, de fazer guerra e bonecos de neve!



O dia foi surpreendente e a impressão que temos é a de que já estamos aqui faz muito tempo! O aprendizado tem sido ótimo e o aproveitamento máximo! Cada segundo com este grupo vale ouro! Tenho certeza de que levaremos pra casa a mala cheia de ideia para inovar!


Abraços, galera! E continuem a nos acompanhar...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

No Taxation Without Transparency


Por Claudio A. Azzi

Tax fee: US$ 17,48

Em pouco mais de 5 dias nos EUA, já paguei pelo menos 17,48 dólares em impostos diretos para o governo norte-americano. Durante 20 anos vivendo no Brasil, nunca paguei um centavo em imposto para o governo brasileiro.
Estranho, né?


Tal contraste choca bastante, principalmente quando levamos em conta que o Brasil é tido como um país com uma das maiores taxas de impostos do mundo (35,13% segundo a OCDE) e os EUA cobrarem muito menos impostos (24,8%) de seus cidadãos, que ainda sim estão constantemente brigando com o governo pela redução dos mesmos.


A surpresa tem origem no fato de que nos EUA os impostos sobre venda de produtos são discriminados nas notas fiscais. Isso torna o consumidor muito mais consciente de quanto das suas despesas estão indo para o governo e o permite analisar melhor se o governo lhe está provendo serviços de maneira compatível com a quantidade de dinheiro que ele lhe toma.


Aqui nos Estados Unidos percebo uma relação entre cidadão e Governo bem diferente da do Brasil. Costumo ver discussões acaloradas nos jornais e na televisão sobre o que o Governo deveria fazer sobre diversos temas e os americanos que conversei estão a par delas defendendo suas próprias posições. Bem diferente do Brasil, onde tenho a impressão de que a mídia só comenta as decisões do Governo e a maioria dos cidadãos permanece alienado em relação a decisões que são tomadas sobre suas vidas.

As diferenças na relação dos cidadãos com seus governos vem desde os tempos colonias. Estudamos aqui episódios como o Boston Tea Party e outras revoltas que motivaram a independência dos EUA, enquanto no Brasil nos foi ensinado que a nossa independência foi muito mais uma decisão de grupos que já estavam no poder com o intuito de governar o Brasil sem o domínio de Portugal.


Felizmente, o comportamento brasileiro em relação ao tema vem mudando. Há exemplos de iniciativas da sociedade civil (http://bit.ly/Vaxx57) e governamentais (http://bit.ly/UsyrbZ) para trazer mais transparência em relação ao nossos impostos e do funcionamento do Estado de modo geral. Espero que nós, Student Leaders, consigamos contribuir, quando voltarmos ao Brasil para o amadurecimento da relação do brasileiro com seu governo.