sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Tucson - 06/02/2014

Olá pessoal
Hoje foi nosso segundo dia em Tucson - Arizona.
Hoje começamos o dia indo à uma aula na University of Arizona. O Prof. Carlos Velez-Ibañez falou sobre a imigração nos Estados Unidos. Foi uma aula incrível.
Ele começou abordando linguística como evidência de que os mexicanos migravam do sul para o norte há muito tempo atrás. Ao mesmo tempo, os americanos estavam em expansão ao oeste. Em algum momento esses dois poderes iriam se chocar - república mexicana e estado americano consolidado naquele período. Ainda, ele falou que Texas era território do México. Um fato interessante que foi apontado é que os mexicanos convidaram americanos a colonizar o Texas contanto que cumprissem três requisitos: virassem cidadãos mexicanos, se convertessem ao catolicismo e que não tivessem escravos - aquela região mexicana não tinha escravidão naquela época. Entretanto, os americanos que foram colonizar o território do Texas não cumpriram nenhum desses requisitos. O professor apontou para o dado de que o conflito que houve no Texas entre governo mexicano e americanos colonizadores foi por interesse da parte desses últimos por manter a escravidão como modo de produção.
Ainda, o professor Velez-Ibañez falou que metade da república mexicana foi cedida ou comprada pelo governo americano.
Os americanos impuseram o meio industrial de vida à região do Arizona em que estamos agora.
A mensagem da aula era de que as migrações são constantes. Não se quis defender que os mexicanos são os verdadeiros donos das terras porque eles estavam aqui antes - antes dos mexicanos havia os índios, e antes disso a natureza. Uma outra ideia importante da aula é a de que uma nação, mesmo que estiver sendo colonizada, não está morta. Isso porque as culturas se misturam reciprocamente.



Após essa ótima aula, fomos visitar o Arizona-Sonora Museum. É um museu ao ar livre. Ali vimos uma paisagem linda - como nunca havia visto antes. É um ambiente muito diferente do que conheço.
O ambiente é árido, com bastante cactus e vegetação rasteira.
O museu é muito interessante. A arquitetura é diferente também. É muito bem planejado. Há umas passagens que foram construídas para os visitantes, que parece que você está em uma aventura no deserto.
Havia exposição de animais nativos. Vimos gatos selvagens, lontras, raposas, castores, cobras, aranhas, sapos, pássaros, e até desert bighorns.
Estou muito feliz em poder conhecer um bioma tão lindo como esse.
















O Prof. David Tecklin acompanhou nossa visita ao museu e nos dava explicações. Depois da visita, voltamos à Universidade do Arizona para a última aula do dia. Foi ministrada pelo mesmo Prof. David Tecklin, que falou sobre o meio-ambiente nos Estados Unidos. 

À noite voltamos ao nosso hotel e jantamos em um restaurante grego. Foi muito bom.
Amanhã visitaremos a fronteira dos Estados Unidos com o México. Estou muito ansiosa para saber como é essa dura realidade.


Patrícia Soster Bortolotto

Último dia em Boston - 02/02

Domingo dia 02 de Fevereiro foi nosso último dia em Boston, a cidade que tanto nos encantou. Incontáveis vezes ouvi alguém dizendo: eu poderia morar aqui!
Enfim, nosso programa de domingo foi bem tranquilo, mas nem por isso pouco instrutivo, tínhamos que fazer o check out às 11h da matina, então isso nos dava um considerável tempo para recuperar as energias, isso se o indivíduo não quisesse dar mais uma volta na cidade (que foi o meu caso, fui dar uma voltinha perto do hotel pra poder me despedir).
Às 11h saímos do hotel e fomos John F. Kennedy library and museum. Eu achava que sabia alguma coisa dele, mas lá descobri que não sabia nada! Ele não merece o memorial apenas por ter nascido em Boston, você pode constatar várias outras coisas que o fizeram merecedor da fama que tem, pois convenhamos: uma pessoa que ganha uma eleição presidencial aos 35 anos tem que ter algo especial! E ele de fato tinha, afinal, governou o país num momento um tanto quanto crítico... Mas eu não vou estragar a surpresa, minha dica é que os interessados pesquisem que vale a pena ler sobre ele!
Depois disso, meio emotivos (não digo emos porque eu soube que eles estão extintos) com o final da visita - que termina com a morte de Kennedy - fomos ao Harvard Yard, que é tipo um conglomerado de prédios de Harvard onde também se encontra a biblioteca, entre outros, e vou ter que falar... Que lugar tooop! Tem aquela atmosfera de conhecimento, talvez eu seja louca, mas foi bem isso que eu senti! Andamos pelo campus nos sentido os próprios estudantes de Harvard ("bando de estudante metidim") e por fim voltamos para a van para retornar a Amherst, mas não sem antes fazermos promessas em nossos corações que voltaríamos (Boston me deixou poética).
Mas não acabou por aí! Quando chegamos em casa tínhamos um compromisso marcado com o... Txam txam txam... Superbowl!!! Uhuuuuul! Mas para entender bem, naturalmente que tivemos umas aulinhas do Edgardo que é fã, isso para termos a possibilidade de fingir um pouquinho melhor que estávamos entendendo o jogo :p
Enfim, final de campeonato: Bronkos vs. Sea Hawks, e pra quem nós torcíamos? Sea hawkes! Afinal os Bronkos eliminaram o nosso time (Patriots, sim é aquele do marido da Gisele Bünchen mesmo) no jogo anterior.
E, depois de ter visto nosso time (UMass) perder o jogo de Hockey e nosso time oficial de football americano perder na semifinal, finalmente vimos o time para o qual torcíamos venceeeeer! Uhul! Fomos vingadoooos! Sea Hawkes venceu com 43 contra os míseros 8 dos Bronkos (muahaha) e o melhor de tudo: eu entendia o que estava acontecendo! Yeeeeah! E com essa alegria no coração, somada a alegria da pizza que comemos assistindo o jogo e com a apresentação super top do Bruno Mars (que foi a única coisa que fez todo mundo realmente se sentar e assistir a tv) fomos dormir ansiosos porque sabíamos que nossos dias em Amherst estavam chegando ao fim.

Eu sou Clarissa, uma alagoana que em breve chegará a Dallas para ir a Tucson e está emocionada com tudo isso.