terça-feira, 28 de janeiro de 2014

NYC - Rockefeller Center

Já estamos na metade do SUSI agora e a saudade de casa já começa a bater, o que é um sentimento contraditório pois tudo aqui é tão bom que você não quer ir embora. 
As aulas são ótimas, os professores tem amplo conhecimento dos tópicos e são super abertos para perguntas, na verdade eles adoram a participação dos Students Leaders nas aulas. 
É um grupo muito diverso, desse modo sempre temos debates sobre os assuntos apresentados nas aulas, o que torna o intercâmbio cultural mais intenso do que eu poderia imaginar. 

Falando um pouco sobre New York City...
É uma cidade maravilhosa, passamos três dias lá, e posso dizer com certeza que não dá pra conhecer quase nada dessa Big Apple, mas tentamos aproveitar ao máximo nosso tempo lá.
ITD nos presenteou com ingressos para assistir o Fantasma da Ópera, o espetáculo é belíssimo e mesmo depois de já ter assistido o filme inúmeras vezes você ainda sente uma forte emoção com as canções. Os atores são incríveis bem como o cenário e figurino, tudo perfeito e pronto para emocionar a platéia. 

                                 

Também ganhamos ingressos para uma visita ao Empire State Building, fomos lá de madrugada (1 a.m.), e descobrimos o verdadeiro significado de morrer congelado, aprendemos a não menosprezar o vento de NY nessa brincadeira, mas a vista fez tudo valer a pena! (:





Tenho que admitir que a melhor parte de New York foi nossa ida ao Rockefeller Center, onde tive a oportunidade de pela primeira vez patinar no gelo.
Todos estavam com um pouco de receio pois ano passado uma SL quebrou o tornozelo quando patinava, mas isso não impediu ninguém de se divertir.
A experiência foi incrível, grande parte do grupo pode sentir na pele o frio do rinque de patinação, os tombos foram muitos. Felizmente todos saíram intactos apesar das quedas.
Eu descobri que patinar no gelo não é muito diferente de patinar com rodas, por isso não tive muitas dificuldades e me apaixonei pela prática, uma pena que não tenha nada parecido em minha cidade. :'(
Tivemos a sorte de ter entre os SL's um patinador profissional (ele quase entrou na equipe americana), então ele ensinou os movimentos básicos o que tornou essa experiência ainda mais extraordinária! 






segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Business + Dean's Beans

27/01/2014

Oi pessoal

Hoje de manhã tivemos duas aulas muito interessantes sobre negócios. 
A primeira aula foi ministrada pelo Professor Alan Robinson, que trabalha na Universidade de Massachusetts (UMass). Ele falou sobre inovações nos negócios.
O professor falou que em geral 80% das ideias vinham dos empregados que trabalhavam no dia a dia diretamente com a atividade, enquanto que apenas 40% das ideias vinham da administração. Então, a mensagem era a de que quando se gerencia algum setor, a pessoa encarregada deve ouvir os empregados que atuam diretamente na atividade. Isso porque eles conseguem ver problemas que a administração não consegue ver - aliás, sequer sabe que existem. E as soluções deles são muito criativas. São essas pequenas ideias, pequenas mudanças locais criadas de baixo que fazem a principal diferença num negócio. As ideias e projetos implementados pela administração também são importantes, mas são apenas uma parte das ideias criativas. Alguém encarregado de um setor deve ser criativo, bem como deve estimular a criatividade das pessoas que ali trabalham. 
Ele também falou sobre criatividade. A palavra chave era "serendipity": quando um incidente acontece com uma pessoa, e essa pessoa consegue entender o significado daquele evento, junta dois com dois, e cria algo com base naquilo que aconteceu. A criatividade está ligada a serendipity.
Também mencionou Leonardo da Vinci. "A person must exploit and also explore". Exploit é fazer o seu trabalho de maneira boa. É muito importante, mas não o suficiente. Deve-se também explorar, fazer atividades diferentes do normal, aprender novas coisas, viajar, ter ideias novas, criar projetos seus. Claro
 que deve haver um equilíbrio entre esses dois.
Essa foi a nossa primeira aula.

A segunda aula foi ministrada pelo Professor Robert Forrant, também da UMass. Ele foi muito didático. Fez um histórico do trabalho nos Estados Unidos. Como o ambiente de trabalho era antes da Revolução Industrial, e como ele mudou depois. Trouxe um texto de cada período, para contextualizar as duas situações. O primeiro texto mostrava o ritmo de trabalho antes, como antes os trabalhadores eram donos dos seus instrumentos de trabalho, tinham conhecimento do processo de produção dos artigos que produziam. Eles que tinham o conhecimento da atividade. Eles controlavam a velocidade de seu trabalho. Assim, eles tinham muito mais poder em relação ao chefe do que depois. O texto falava sobre vários intervalos das refeições que eles faziam - "ninguém se apressa na hora do bolo". O texto era muito ilustrativo. O segundo texto mostrava que agora o dono da fábrica que tinha poder sobre os empregados.
O professor mostrou diversas imagens do período, o que foi muito bom.

À tarde, fomos visitar o Dean's Beans - fábrica de café localizada na região. 


                                 



Dean nos recebeu muito bem.
Explicou a ideia por detrás de seu empreendimento, que é incrível. Nos dá esperança ver que um negócio pode ser socialmente construtivo, gerando lucro. 
O Dean's Beans compra café de diversos locais do mundo, como México, Brasil, Guatemala, Etiópia, Nova Guiné, Timor Leste, e muitos mais. Ele negocia com cooperativas de agricultores de regiões marginalizadas e que precisam de ajuda. Eles fazem fair trade. Além disso, eles criam projetos de desenvolvimento nos locais que compram café - regiões carentes.
Dean nos disse que as regiões que produzem café tem muitos problemas sociais. Esse é um dos motivos de ele trabalhar com café. Através dessa atividade se pode mudar a vida de pessoas. Isso é mudança social.
Achei incrível o modelo de trabalho do Dean's Beans. Conseguir mudanças sociais efetivas com um negócio é incrível. O Dean's Beans já recebeu vários prêmios pela sua incrível atuação.



Também nos mostraram o processo de produção do café. Vimos o local que eles recebiam os sacos de café, onde armazenavam por país e a máquina torrando o café.








Foi muito instrutivo.
Ao final, Dean nos deu um livro de sua autoria, chamado Javatrekker - que fala sobre fair trade coffee.
Nos serviram café e um doce muito inusitado: um grão de café torrado coberto com chocolate. 




Foi muito bom ver um negócio desse modelo, que aspira mudanças sociais e ainda consegue se manter. 
Acho que o trabalho do Dean's Beans inspirou a todos nós.

Vou colocar o link do site deles para quem quiser acessar: http://www.deansbeans.com/





Obs.: Um agradecimento especial hoje para a Paula Piña, nossa amiga do Chile, que tirou as fotos do Dean's Beans :)

Patrícia Soster Bortolotto