quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Um dia agradável em Charleston



Por Anaís Passos
 
Passamos uma sexta-feira muito agradável em Charleston, cidade que fica na Carolina do Sul. Chegamos pela manhã e já direto começamos um tour guiado. É uma cidade muito “fofa” e acredito que todo mundo saiu no sábado pela manhã (a grande parte mais dormindo do que acordados) com vontade de ficar um tempo maior por lá. As pessoas são muito atenciosas e receptivas, como manda a etiqueta da cultura sulista com a qual já estamos tão bem familiarizados.




Visitamos diversas casas com arquitetura colonial, muito bonitas (e caras), passamos pela casa onde morava o mundialmente conhecido artesão Philip Simmons e também visitamos algumas partes mais pobres da cidade, onde antigamente a violência costumava ser alarmante. Conhecemos o museu Old Slave Mart, o Jones Hotel (o primeiro hotel para negros da cidade), a Society for Free Black of Dark Complexion, a Catfish Row e a oficina de trabalho de BlackSmith. O tour durou cerca de 2 horas com uma animada e acalourada contextualização histórica feita pelo nosso guia, Alphonso Brown, que nos ensinou algumas frases na língua Gullah usada pelos afro-descendentes estadunidenses. Aqui vai alguma delas:

Tie yuh mot’ (Vamos, pare de falar)

E turn ‘e head (Ele mudou de idea)

‘E long eye (Ele quer demais)

Mek so? (Por quê?)

‘Mah head leeb me (Eu esqueci)

‘E dry-long so (Não foi nada de novo)




Depois tivemos o resto do dia livre para explorar por nós mesmo Charleston. Deixamos as malas no hotel, que era bem no centro. Uma belezura e super confortável. Alguns foram comer frutos do mar, que é um dos pratos típicos, e outros optaram pela fast-food. Deu tempo suficiente para batermos perna por toda a cidade. Visitamos o Antigo Mercado (Old City Market Market) que funciona há décadas, abrigando o artesanato local. Alguns de nós experimentaram uma espécie de quiabo seco que segundo os vendedores era muito bom. Foi, digamos, uma experiência amarga. Visitamos o porto, que é um dos maiores da costa leste dos Estados Unidos e das Américas, e um parque adjacente onde pudemos disfrutar o final de tarde. À noite nos dividimos entre o descanso e a intensa cena cultural que a cidade tem para oferecer aos jovens.

Viagem de volta, parada em Greensboro


Por Raphael Henrique
 
Depois de um final de semana agitado em Atlanta, os Student Leaders estão no caminho de volta para seu dormitório na NCCU. A viagem, no entanto, não estaria completa se não parassem no Museu Internacional dos Direitos Civis (International Civil Rights Museum) em Greensboro , onde a historia dos Sit Ins e contada de maneira interativa através dos muitos aparatos visuais e auditivos que fazem parte da estrutura do local.


Os Sit Ins parecem um gesto modesto, pois se tratava de simplesmente em desobedecer à regra de sentar em bancos reservados a pessoas de uma cor, mas tinha um significado muito mais profundo em uma sociedade segregada entre brancos (white) e pessoas de cor (colored).


Esse e o momento de chegada dos Student Leaders no museu. Infelizmente, entre as regulamentações do tour historico, estava a proibição de câmeras fotográficas ou vídeos, portanto não foi possível apresentar material referente a exibição, o que e uma pena, pois alem de esclarecedora, foi uma experiência profunda e dinâmica.


Fotografias famosas como essa, relacionada ao primeiro sit in executado pelos calouros Joseph McNeil, Franklin McCain, Jibreel Khazan e David Richmond chocaram o mundo ao permanecerem nos assentos outrora reservados a pessoas de pele branca ate que o estabelecimento fechasse.
Alem desse episodio, nos foi apresentadas explicações acerca dos Klansmen (Ku Klux Klan); Martin Luther King Jr e outros símbolos da luta que envolveu o mundo norte-americano em tragédias e tensões.


Como e comum ao fim dessas expedições, os Student Leaders tiveram a oportunidade de levar algum souvenirs que os lembrasse de sua ida ao Museu Internacional dos Direitos Civis. Cedo se aprende que tudo tem um leve toque de consumismo nos EUA. Seja uma ida a CNN, um tour no museu ou ate mesmo sua estadia nos dorms, onde as vending machines parecem sussurrar para você: “E só um dolarzinho… alguns quarters talvez…”.

Apos isso, o Eagle 1 (ônibus fornecido pela NCCU) continuou sua trajetória rumo ao campus onde eles poderão restaurar suas energias e se preparar para as preparações finais de sua grande excursão pelos veios históricos dos direitos civis.